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| Trading Card Games (TCG) |
A recente presença de criadores de cães oferecendo filhotes como moeda de troca por cartas raras de Pokémon em convenções de colecionadores provocou uma onda de indignação na comunidade de Trading Card Games (TCG). O fenômeno, exposto por produtores de conteúdo e expositores durante feiras do setor, acendeu alertas éticos sobre a mercantilização de animais de estimação em ambientes de trocas e vendas de itens colecionáveis.
A prática envolve principalmente filhotes da raça buldogue francês, cujos valores de mercado são utilizados por criadores para tentar obter vantagem em negociações por cartas de alto valor comercial ou quantias em dinheiro que chegam a milhares de dólares diretamente nos estandes dos eventos.
Casos registrados durante transmissões ao vivo
Um dos episódios de maior repercussão foi registrado por uma colecionadora e criadora de conteúdo conhecida como PICKLEQW33N, da Crimson Card Co., durante uma convenção no sul da Flórida. Enquanto realizava uma transmissão ao vivo, a apresentadora comentava com seu público que alguns participantes estavam recorrendo a métodos extremos para adquirir cartas raras, incluindo a tentativa de negociar cães no local.
Momentos após a declaração, um participante se aproximou do estande carregando filhotes de buldogue francês. Após receber um adesivo temático do Pokémon Snubbull, o homem afirmou expressamente que os animais estavam à venda e que aceitaria trocá-los por cartas. Ao ser questionado sobre o valor pedido pelos filhotes, o criador respondeu que exigia 4 mil dólares por cada um.
A oferta foi recusada no local. Em conversa com outro responsável pelo estande, a apresentadora classificou a atitude como antiética, ressaltando o risco de entregar um animal vivo sem qualquer tipo de verificação prévia sobre as condições do comprador. O argumento central levantado na transmissão destacou a gravidade de negociar "papelão por um animal vivo e que respira".
Relatos repetidos em feiras e valores elevados
O caso no sul da Flórida não foi um fato isolado. Conforme relatado pelo veículo Dexerto, outro incidente semelhante ocorreu durante uma convenção no final de agosto e causou forte reação negativa na internet.
Nesse segundo registro, um expositor da B&B Collectibles foi abordado por um cliente que ofereceu um filhote de buldogue francês em troca de cartas ou pelo valor de 10 mil dólares. Segundo o relato do próprio criador durante a abordagem, a prática era recorrente em sua rotina de eventos, afirmando já ter obtido 12 mil dólares em uma convenção realizada em Nova Jersey.
Preocupações éticas e pedidos por proibições
A exposição desses casos provocou reações imediatas entre ativistas dos direitos dos animais e frequentadores de feiras de colecionáveis. As principais preocupações giram em torno da criação irresponsável de quintal, da falta de critérios na escolha dos tutores e do desgaste físico ao qual os filhotes são submetidos ao serem levados para ambientes barulhentos e movimentados como convenções.
Nas redes sociais, participantes de feiras de TCG e internautas passaram a exigir medidas rigorosas por parte dos organizadores. As demandas incluem a proibição ostensiva de criadores levarem animais para negociação nos pavilhões das convenções, mantendo a permissão de acesso restrita apenas a cães-guia e animais de serviço.
Até o momento, a comunidade de colecionadores segue pressionando as feiras do setor para implementar regras claras de fiscalização, evitando que espaços dedicados aos jogos de cartas sejam utilizados para o comércio não regulamentado de animais vivos.
