Novo filme de Resident Evil pode bater recorde de bilheteria da franquia apesar de divisões entre fãs

O próximo filme da franquia Resident Evil, dirigido por Zach Cregger, caminha para alcançar um desempenho financeiro histórico em sua estreia nos cinemas. Estimativas de mercado indicam que a produção tem potencial para registrar o maior fim de semana de abertura da história da marca nos Estados Unidos, superando marcas estabelecidas há mais de uma década pelas adaptações anteriores.

O resultado comercial projetado surge em um momento de transição para a propriedade intelectual nas telas, contrastando estimativas financeiras otimistas com um debate interno no público apaixonado pelos jogos eletrônicos originais.

Projeções financeiras e o histórico da franquia

Atualmente, o recorde de maior arrecadação em um fim de semana de estreia norte-americano para a franquia pertence a Resident Evil: Afterlife (2010), que obteve US$ 26,6 milhões na época (valor sem ajuste de inflação). O longa de 2010 encerrou sua jornada nos cinemas com cerca de US$ 300 milhões arrecadados mundialmente.

Para o novo projeto sob o comando de Cregger, dados divulgados pela Variety indicam uma projeção de abertura entre US$ 40 milhões e US$ 50 milhões no mercado interno dos EUA, com estimativas mais otimistas apontando que o valor pode se aproximar de US$ 60 milhões. No cenário internacional, informações compiladas pelo Deadline apontam uma arrecadação inicial de US$ 31 milhões fora dos EUA, o que levaria a estreia global para a casa dos US$ 80 milhões.

Para mensurar o impacto desses números no planejamento do estúdio, os dados operacionais indicam:

  • Orçamento de produção: estimado em US$ 75 milhões pela Sony (sem incluir custos de marketing);
  • Estreia global projetada: aproximadamente US$ 80 milhões nos primeiros dias;
  • Maior bilheteria total da franquia: Resident Evil: O Capítulo Final (2017), que somou US$ 312 milhões globalmente;
  • Trabalhos anteriores do diretor: Cregger traz no currículo projetos no gênero de terror, incluindo Weapons.

Decisões narrativas e a resistência da comunidade

Apesar do cenário comercial favorável desenhado pelas análises de mercado, a nova adaptação enfrenta ceticismo por parte de uma parcela dos fãs dos jogos da Capcom. A resistência decorre da opção criativa do diretor em não adaptar histórias conhecidas dos videogames e não incluir personagens icônicos da saga, como Leon S. Kennedy.

Em vez de realizar uma transição direta dos enredos já jogados, o filme foi estruturado como uma história de terror original ambientada dentro do universo de Resident Evil, utilizando convenções e elementos clássicos do gênero survival horror.

A posição do diretor diante das críticas

O próprio Zach Cregger reconheceu publicamente a reação dividida do público, relatando ter sentido a necessidade de realizar uma espécie de "turnê de desculpas" ao lidar com o desapontamento dos espectadores que esperavam uma adaptação fiel aos eventos dos jogos.

Em entrevista ao veículo IGN, o cineasta explicou sua perspectiva sobre a recepção inicial do anúncio:

Cregger admitiu ter sido ingênuo ao supor que os fãs ficariam entusiasmados apenas pelo fato de a propriedade estar sendo abordada sob a ótica do terror de sobrevivência. Ele destacou que compreende a frustração do público por não ver personagens como Leon em cena, justificando que compartilha do mesmo sentimento por também ter se frustrado com produções anteriores da franquia que se distanciavam da essência dos jogos originais.

O diretor pontuou que sua intenção não foi utilizar a marca apenas como uma etiqueta comercial para obter orçamento, mas sim construir uma narrativa legítima de Resident Evil movida pelo respeito à obra original. A expectativa da equipe é que, ao assistirem ao longa-metragem, os fãs consigam identificar os elementos do universo de survival horror que motivaram a criação do projeto.