
O universo de Cyberpunk 2077 se prepara para uma expansão significativa em sua próxima sequência. Sob o codinome de Projeto Orion, o novo capítulo da franquia da CD Projekt RED não apenas trará mudanças estruturais e tecnológicas na forma como o jogo é desenvolvido, mas também expandirá os horizontes geográficos do seu mundo sombrio. Embora a icônica Night City continue presente, o título apresentará uma segunda grande megalópole aos jogadores.
As informações divulgadas até o momento revelam como a desenvolvedora pretende evoluir a franquia, unindo uma nova infraestrutura de produção com um ecossistema urbano inédito que se aprofunda no conceito do gênero cyberpunk.
O estado atual do desenvolvimento do Projeto Orion
A produção de Cyberpunk 2 marca uma nova fase para a CD Projekt RED. A liderança do projeto está a cargo de Gabe Amatangelo, diretor responsável pela expansão Phantom Liberty. A estrutura de desenvolvimento foi reformulada para suportar a escala da sequência, com as operações concentradas no estúdio da empresa em Boston, nos Estados Unidos, acompanhadas do suporte direto das equipes localizadas em Varsóvia (Polônia) e Vancouver (Canadá).
Entre as definições técnicas e cronológicas já confirmadas sobre a produção, destacam-se:
- Mudança de motor gráfico: O estúdio abandonou o uso do motor próprio REDengine para adotar o Unreal Engine 5, buscando novas capacidades técnicas e eficiência no desenvolvimento.
- Entrada em pré-produção: O Projeto Orion entrou oficialmente na fase de pré-produção em maio de 2025.
- Recursos multiplayer: Anúncios realizados em outubro de 2026 confirmaram a integração de funcionalidades multijogador na estrutura do game.
- Expansão transmídia: A franquia segue ativa fora dos jogos com o lançamento de Cyberpunk: Mercenários 2 na Netflix, em outubro de 2026, servindo como ponte narrativa para o universo expandido.
Uma segunda megalópole: Night City ganha uma vizinha
A maior mudança narrativa e de ambientação em Cyberpunk 2 é a introdução de uma nova localidade. Mike Pondsmith, criador do RPG de mesa original que deu origem ao videogame, revelou que Night City não estará sozinha no Projeto Orion. Durante conversas com a equipe de design de níveis da CD Projekt RED, foi apresentada uma segunda cidade que fará parte da jornada.
Apesar de evitar citar nominalmente a nova metrópole, Pondsmith resumiu a atmosfera do local como uma "Chicago que deu errado". Diferente da estética diretamente inspirada no clássico Blade Runner, a nova cidade traz um tom urbano distinto. Durante visitas aos estúdios, o criador do universo visualizou equipamentos e implantes cibernéticos inéditos projetados especificamente para atender às exigências desse novo ambiente, indicando que a localidade terá cultura, economia e ecossistema cibernético próprios.
As pistas em Cyberpunk 2077 e o lore do RPG de mesa
Embora o nome oficial da cidade ainda seja tratado com cautela, elementos dentro do próprio Cyberpunk 2077 e o histórico da franquia nos jogos de mesa apontam fortemente para a região de Chicago e o Centro-Oeste norte-americano.
Pistas dentro do jogo
Em Cyberpunk 2077, anúncios espalhados por Night City promovem a inauguração, prevista para o ano de 2080, de uma linha de trem de alta velocidade (Maglev) conectando diretamente Night City a Chicago. Essa referência estabelece uma ligação direta de transporte entre os dois pontos no universo do jogo.
O contexto do Centro-Oeste no universo Cyberpunk
Na tradição do RPG de mesa, a região dos Grandes Lagos e o Centro-Oeste figuram entre as zonas mais devastadas da América do Norte. O cenário é marcado por:
- Colapso ambiental: Os Grandes Lagos encontram-se biologicamente mortos e altamente poluídos, com chuvas ácidas corroendo florestas e estruturas urbanas.
- Passado de tragédia: No histórico do jogo de mesa, Chicago foi vítima de uma praga biológica decorrente de pesquisas governamentais secretas, resultando em seu abandono temporário e posterior ocupação por clãs nômades e megacorporações oportunistas.
- Contraste arquitetônico e social: Marcada por áreas como "The Loop" (com seus cânions de concreto e vidro) e vias subterrâneas como "Lower Wacker Drive", a cidade junta o passado industrial do "Cinturão da Ferrugem" a infraestruturas decadentes sobrepujadas por arranha-céus corporativos.
A união entre gangues locais, megacorporações militarizadas disputando o controle do contrabando e o conceito clássico de "alta tecnologia e baixa qualidade de vida" consolida esse novo cenário como um campo fértil para os acontecimentos de Cyberpunk 2.