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Documento egípcio de 3.300 anos atrai atenção de fãs de One Piece por semelhança com guerreiros de Elbaf

Documento egípcio de 3.300 anos atrai atenção de fãs de One Piece por semelhança com guerreiros de Elbaf

Um fragmento de manuscrito egípcio antigo, preservado no Museu Britânico, tornou-se centro de discussões entre leitores do mangá e espectadores do anime One Piece. A atenção da comunidade voltou-se para as descrições contidas no artefato, que retratam guerreiros de estatura incomum e temperamento hostil, estabelecendo um paralelo direto com os gigantes da obra criada por Eiichiro Oda.

A associação ganha relevância no momento em que a narrativa do mangá se desenvolve no arco de Elbaf — a terra dos gigantes —, enquanto a adaptação em anime prepara a chegada da tripulação dos Chapéus de Palha ao mesmo destino.

O documento histórico do século XIII a.C.

O texto em questão pertence ao acervo do Museu Britânico, localizado em Bloomsbury, Londres, onde está mantido desde 1839. Estimativas arqueológicas apontam que o documento data do século XIII a.C., somando cerca de 3.300 anos de história.

O trecho traduzido por pesquisadores descreve encontros entre os israelitas e o povo Shosu em regiões de desfiladeiros. De acordo com a tradução do pergaminho:

“O desfiladeiro estreito está repleto de Shosu escondidos entre os arbustos; alguns deles têm quatro ou cinco côvados de altura, da cabeça aos pés, têm rostos ferozes, não são gentis e não se deixam convencer.”

Na métrica da antiguidade, a medida de quatro a cinco côvados equivalia a uma altura superior a dois metros. Para o período histórico em que o documento foi redigido, indivíduos com essa estatura eram considerados verdadeiros gigantes comparados à média populacional da época.

O paralelo com a ilha de Elbaf

A comunidade de One Piece notou semelhanças que vão além da simples questão física. Embora os guerreiros gigantes da obra de ficção possuam proporções muito maiores do que dois metros de altura, o comportamento atribuído aos Shosu no texto egípcio reflete descrições presentes no mangá.

Os termos utilizados no pergaminho — como a presença de rostos austeros, a recusa em demonstrar gentileza e a inflexibilidade diante de negociações — alinham-se aos acontecimentos recentes mostrados em Elbaf, incluindo os cenários de conflito e a influência da figura de Imu sobre os guerreiros locais.

O método de criação de Eiichiro Oda

A reação dos fãs fundamenta-se no histórico documentado do próprio autor. Eiichiro Oda é reconhecido pelo uso recorrente de elementos da mitologia global, passagens bíblicas e eventos históricos reais para compor a geografia, a política e os personagens do universo de One Piece.

Publicações de fãs em redes sociais repercutiram o achado histórico. O usuário registrado como MugiwaraDGoofy destacou o paralelo em uma publicação de fevereiro de 2026, brincando sobre como o mundo real parece apresentar elementos que lembram a obra do mangaká.

Apesar das coincidências temáticas, não há confirmação oficial de que Oda tenha consultado especificamente este papiro do Museu Britânico. O conceito de raças gigantes possui diversas fontes de inspiração na literatura e na mitologia mundial. No entanto, a convergência entre os registros arqueológicos e os eventos atuais do mangá reforça a atenção do público para as bases históricas que frequentemente alimentam a ficção japonesa.

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