SEGA confirma presença na BGS 2026 com Persona 4 Revival em PT-BR, testes de jogos e convidados internacionais
A SEGA confirmou oficialmente sua participação na Brasil Game Show (BGS) 2026 trazen…
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Frank O’Connor, que atuou por quase 20 anos como diretor criativo da franquia Halo na 343 Industries (atualmente renomeada para Halo Studios), apresentou uma análise detalhada sobre os caminhos estratégicos que a Activision pode adotar para gerenciar a principal propriedade intelectual do Xbox. A manifestação do executivo ocorre em um momento de reformulação na divisão de jogos da Microsoft, após a decisão de integrar o gerenciamento da franquia à estrutura da produtora de Call of Duty.
O’Connor, que iniciou sua trajetória na série ao migrar da publicação Official Xbox Magazine para a Bungie durante a produção de Halo 2 e deixou a 343 Industries em 2023, respondeu a uma reflexão pública de Genevieve Harrison, ex-gerente de mídias sociais de comunicações executivas do Xbox. Na ocasião, Harrison destacou que a disciplina operacional da Activision pode ser benéfica para Halo, ressaltando contudo que a simples transferência de pessoal entre equipes não garante sucesso criativo.
Em sua avaliação, O’Connor mapeou três direções viáveis para o futuro da franquia, destacando que nenhuma delas apresenta execução simples ou garantia absoluta de retorno financeiro:
Ao detalhar a terceira opção, O’Connor acrescentou recomendações técnicas explícitas. Segundo o profissional, a Microsoft e a Activision não devem atrelar o lançamento de novos títulos exclusivamente aos ciclos de hardware ou serviços da empresa, tampouco forçar o jogo em formatos ou plataformas inadequadas. Ele também destacou a importância de preservar o elemento sandbox que caracteriza a jogabilidade da série, sugerindo ainda o reaproveitamento de talentos dispensados da Bungie e da Halo Studios que possuem ideias não utilizadas.
A discussão sobre a transferência de diretrizes para a Activision ocorre em um cenário de reorganização interna. A Microsoft concluiu a aquisição da Activision Blizzard pelo valor de US$ 68,7 bilhões, integrando a empresa à estrutura geral do Xbox. Relatos indicam que a decisão de aproximação entre Halo e a Activision envolveu a CEO do Xbox, Asha Sharma, e o COO do Xbox, Matt Booty.
A Halo Studios passou por mudanças profundas ao longo de 2024. Além do reposicionamento da marca (anteriormente 343 Industries) e de trocas no comando executivo, o estúdio migrou sua tecnologia de desenvolvimento para a Unreal Engine. No início deste ano, a equipe lançou Halo: Campaign Evolved, um remake do jogo original focado na experiência de campanha para um jogador, sem a inclusão de componentes multijogador.
Com relatos de que o próximo grande projeto principal da franquia ainda estava a anos de distância sob a estrutura anterior, o modelo de produção intensivo da Activision surge como uma alternativa operacional para redefinir o ritmo de lançamentos e a manutenção da marca no mercado.