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Watch Dogs continua importante para a Ubisoft, mas novo jogo não deve sair tão cedo

Watch Dogs continua importante para a Ubisoft, mas novo jogo não deve sair tão cedo

A franquia Watch Dogs não está esquecida pela Ubisoft, mas os fãs da série de hackeamento em mundo aberto precisarão de paciência.

 Durante uma sessão de perguntas e respostas com investidores, o CEO da empresa, Yves Guillemot, foi questionado diretamente sobre o futuro da propriedade intelectual e afirmou que a marca continua sendo considerada importante para os planos de longo prazo da produtora.

Apesar da declaração positiva sobre a relevância da marca, o executivo não detalhou iniciativas concretas para o ecossistema de consoles e PC. De acordo com informações apuradas pelo jornalista Stephen Totilo, do veículo Game File, as respostas de Guillemot indicam que não existe atualmente nenhum novo jogo de Watch Dogs em desenvolvimento ativo nos estúdios da publisher.

O momento atual da franquia na Ubisoft

A sinalização de que a marca segue relevante sem ter um projeto em produção reflete um momento de reavaliação interna. A Ubisoft pode estar analisando como redirecionar a franquia após os resultados de seus títulos anteriores e diante de um mercado altamente competitivo para jogos em mundo aberto.

Desde o lançamento de seu último capítulo principal, a série permaneceu em segundo plano na esteira de reestruturações e foco da Ubisoft em franquias estabelecidas de maior apelo comercial imediato.

Uma trajetória de altos e baixos

Lançada originalmente em 2014, a franquia Watch Dogs estreou cercada de grande expectativa. Na época de seu anúncio e promoção, o jogo foi posicionado como um concorrente direto para Grand Theft Auto V, destacando mecânicas inéditas de invasão de sistemas urbanos, controle de infraestrutura e vigilância digital.

A trajetória da marca ao longo dos anos consolidou um histórico de experimentação:

  • Watch Dogs (2014): Apresentou o protagonista Aiden Pearce em uma Chicago altamente conectada. Embora tenha enfrentado críticas por divergências visuais em relação às primeiras demonstrações, alcançou espaço relevante no gênero de ação urbana.
  • Watch Dogs 2 (2016): Mudou o tom da série ao mover a ambientação para São Francisco, adotando uma abordagem mais leve e colorida com o protagonista Marcus Holloway, recebendo recepção crítica favorável por suas melhorias de jogabilidade.
  • Watch Dogs: Legion (2020): Ambientado em uma Londres distópica, trouxe o sistema ambicioso que permitia ao jogador recrutar e controlar qualquer personagem não jogável (NPC) do mapa. A proposta dividiu a opinião do público e da crítica.

A adaptação para o cinema em banho-maria

Além dos jogos eletrônicos, o universo de Watch Dogs possui um projeto de longa-metragem em andamento em Hollywood. As filmagens da adaptação foram concluídas há cerca de dois anos e o projeto passou por refilmagens no ano passado.

No entanto, a produção segue sem campanha promocional ativa ou data de lançamento definida. A ausência de atualizações oficiais sobre o filme reforça a fase de incertezas e silêncio que envolve a propriedade intelectual nos últimos anos.

O desafio diante do mercado de mundo aberto

A cautela da Ubisoft em dar sinal verde para um novo capítulo também passa pelo cenário do mercado. Jogos de mundo aberto focados em temas criminais e urbanos enfrentam exigências cada vez mais altas de orçamento, tempo de produção e inovação técnica.

Com a proximidade do lançamento de grande porte do setor, como Grand Theft Auto VI, a produtora francesa aparenta buscar uma identidade mais clara e um momento estratégico adequado antes de tentar reintroduzir Watch Dogs no ecossistema global de games.

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