SEGA confirma presença na BGS 2026 com Persona 4 Revival em PT-BR, testes de jogos e convidados internacionais
A SEGA confirmou oficialmente sua participação na Brasil Game Show (BGS) 2026 trazen…
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O encerramento do ciclo de desenvolvimento de um jogo de grande porte costuma ser acompanhado por comemorações das equipes envolvidas. No entanto, o cenário nos bastidores de Gears of War: E-Day revela uma realidade diferente. Relatos de desenvolvedores do estúdio The Coalition apontam para uma combinação de jornadas intensas de trabalho no trecho final da produção e um forte sentimento de insegurança quanto à permanência de seus empregos.
Após cinco anos dedicados ao projeto, profissionais da equipe relatam que o entusiasmo pelo lançamento iminente deu lugar à apreensão. O estúdio, até então visto pelos próprios colaboradores como protegido por conta do status de destaque da franquia Gears of War, passa a operar sob a sombra das reestruturações corporativas promovidas pela Microsoft em sua divisão de jogos.
Conforme apurado em reportagem da Eurogamer a partir de fontes internas, os meses que antecederam a conclusão do jogo foram marcados por sessões prolongadas de trabalho além do expediente regulamentar, prática conhecida na indústria como crunch. Embora a Microsoft não tenha emitido uma declaração formal sobre o caso, a empresa reconheceu internamente o esforço extra exigido da equipe e prometeu compensar o tempo trabalhado com dias adicionais de folga.
Apesar dessa compensação, o ambiente interno sofreu um abalo significativo com o desligamento de Juan Vaca, diretor de narrativa de Gears of War: E-Day. A demissão do executivo ocorreu a apenas duas semanas do lançamento planejado do título, decisão classificada por fontes do estúdio como profundamente desmoralizante para a equipe que acompanhou o trabalho de Vaca ao longo do projeto.
A tensão vivida na The Coalition reflete uma série de reestruturações de grande escala no ecossistema Xbox. Em julho, a chefe do Xbox, Asha Sharma, anunciou um plano para eliminar 3.200 postos de trabalho em toda a empresa ao longo do ano, ocasião em que ocorreu a primeira rodada com 1.600 demissões.
Recentemente, uma segunda leva de desligamentos foi confirmada junto a mudanças organizacionais expressivas na divisão. As alterações incluem:
Com franquias históricas e estúdios consolidados passando por severos ajustes e trocas de comando, a percepção interna na The Coalition mudou. Funcionários relatam incertezas sobre a possibilidade de novos cortes de pessoal ou de uma eventual reorganização do estúdio sob a estrutura da Activision mais para o final deste ano.
Diante desse histórico recente, depoimentos de colaboradores revelam que a orientação informal entre os membros da equipe é adiar qualquer tipo de celebração oficial. A cautela levou funcionários a fixarem um prazo de três meses após a chegada do jogo ao mercado para avaliar a estabilidade de seus cargos.
Até o momento, a liderança da divisão de jogos não detalhou quando ocorrerá a última rodada de demissões prevista para este ano. Essa ausência de prazos definidos reforça o clima de apreensão dentro dos estúdios do grupo, onde nem mesmo o encerramento de um projeto desenvolvido ao longo de cinco anos garante a preservação dos postos de trabalho.